Bancos bolivianos e colombianos não cobram por saque em caixa eletrônico! Entenda

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É comum, na hora de calcular a melhor maneira de levar dinheiro para aquele país onde vamos passar as férias, que esqueçamos algumas particularidades de cada lugar. Um exemplo são as taxas cobradas por saques em caixas eletrônicos. Em países como Bolívia e Colômbia, a instituição financeira costuma permitir que turistas façam operações sem custos!

O banco brasileiro, porém, cobra. Cada um fixa seu valor. O Itaú aplica R$ 9 por saque. Já o Banco do Brasil embolsa absurdos R$ 18!

Como funciona o saque pelo terminal de autoatendimento

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Primeiro, você precisa ter um cartão de uso internacional desbloqueado para uso fora do Brasil. Dependendo do cartão, você terá que fazer a operação duas vezes: uma com seu banco, outra com a operadora da bandeira do crédito.

Para fazer o saque, busque um caixa eletrônico compatível com a bandeira do seu cartão (esteja ciente que poucos aceitam Elo). Se você quiser sacar no débito, cuidado para não fazer um giro rápido, que é a retirada no crédito.

Quando for fazer a operação, tenha atenção. Alguns bancos cobram pelo saque, outros não. Caso tenha alguma taxa, o terminal mostrará o valor. Ele também comunicará que o seu banco de origem lhe cobrará pela operação.

Se você vai para Copacabana, por exemplo: quando fui, existia apenas um caixa eletrônico na cidade, que é muito pequena (o da praça, que faz saques grátis, estava estragado). Por cada operação, pagava US$ 6 para o banco boliviano.

Restrição de uso da bandeira Mastercard na Bolívia

Se você utiliza Mastercard, pode ter alguns problemas para sacar no país. Poucos terminais aceitam a bandeira. A saída é buscar um caixa do BCP, que é um banco grande, com terminais em quase todas as cidades e permite operações com Mastercard.

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É vantajoso sacar com cartão?

Para nós, brasileiros, não costuma ser, a não ser por questões de segurança em uma longa viagem, quando seria arriscado levar uma grande quantidade de dinheiro. Se vai viajar por pouco tempo, pense em ter o cartão como um plano B, caso algo der errado. Os viajantes europeus costumam utilizar essa opção por não pagarem taxa ao banco de seu país.

Mesmo que a cotação costume ser melhor que nas casas de câmbio, a maioria dos bancos estrangeiros cobram taxas e há um limite de valor de saque. Na Argentina, por exemplo, não vale a pena usar o terminal de autoatendimento. O limite é de R$ 400 por operação e a instituição argentina ainda cobra caríssimo (veja abaixo). No Chile, pode-se retirar cerca de R$ 1000, de forma que, em algumas situações, o saque é uma boa alternativa à casa de câmbio.

Lembre-se que se que ainda há a cobrança de IOF (6,83%) e da taxa do banco brasileiro. Uma boa opção é utilizar o cartão para fazer compras, pois só é cobrado o IOF. Claro que, em países da América do Sul, América Central e da Ásia, nem todos os estabelecimentos estão preparados para aceitar esse tipo de pagamento.

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Dúvidas mais comuns

  • Para fazer o saque, basta se identificar com os quatro primeiros dígitos de sua senha do cartão de débito;
  • No débito, o valor será cobrado de acordo com o câmbio do dia do saque ou primeiro dia útil após efetuá-lo. A taxa do banco que opera o terminal de autoatendimento incorpora no saque, não aparece de forma individual no comprovante, diferente do IOF;
  • Alguns países oferecem a opção para sacar em dólar, além da moeda local;

Comparativo de saque por país da América do Sul (valor mínimo, lugares como Chile e Peru tem taxas diferentes por banco):

– Bolívia e Colômbia: de graça
– Perú: a partir de R$ 14 (PER 14, no BBVA)
– Chile: a partir de R$ 19 (3.500 CHL, no Banco Estado)
– Argentina: R$ 22 (todos cobram o mesmo)

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Fotos: Pixabay

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