8 coisas que você precisa saber antes de viajar para a Argentina

o que saber antes de viajar para argentina

Tem viagem marcada para Argentina? Então confere as nossas dicas para não esquecer de nada importante e não cometer nenhuma gafe no país dos hermanos!

1. Brasileiros não pagam taxa e só precisam de RG para entrar na Argentina

Da mesma forma que nos demais países do Mercosul, não precisamos de visto ou de passaporte para entrar na Argentina. Também não pagamos nenhuma taxa, sendo necessário apenas a carteira de identidade (RG), em bom estado e que seja possível lhe reconhecer pela foto.

O visto concedido é de turista e tem validade por 90 dias. E precisa ser carteira de identidade, carteira de motorista (CNH) ou qualquer outro documento não será aceito. O governo argentino não exige nenhuma vacina para brasileiros ingressarem no país.

Quaisquer dúvidas legais mais específicas, sempre indicamos que se busque por informações ou faça-se questionamentos aos canais do governo, como o Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores, que reúne conteúdo oficial e confiável.

2. Eles falam espanhol, mas a pronúncia de algumas palavras é diferente

Além de algumas palavras próprias da região (como cusco para cachorro), os argentinos pronunciam algumas letras e sílabas diferente do espanhol tradicional, como o y e o ll. Na Argentina, yo (eu) viro “cho” e calle (rua) “cache”.

Inclusive, se você não fala muito bem espanhol e vai viajar para qualquer país de língua latina, vale ler nosso artigo sobre palavras em espanhol que existem em português, porém com outro sentido. Evite fazer como nós, na primeira vez que viajamos para o país, quando ficamos ofendidíssimos com um guardador de mala na rodoviária por pedir uma “propina”.

3. Pagamentos no cartão são isentos de IVA

Desde 2017, pagamentos de hospedagens feitos no cartão, por estrangeiros, tem desconto de 21%, pois não pagam um imposto chamado IVA. A dica é sempre perguntar, no hotel ou hostel, se há o desconto, pois muitos estabelecimentos “esquecem” de abater o valor se não são questionados.

4. No ônibus, o que dá desconto é pagar no dinheiro

Se, na hora de dormir, o cartão dá desconto, o dinheiro vivo pode lhe fazer economizar no transporte. Algumas empresas oferecem passagens promocionais em alguns horários – geralmente aquelas viagens pinga-pinga, mais longas e demoradas, em que os veículos param em muitas cidades pelo caminho. O segredo é ir na rodoviária, nos guichês, perguntando pelo desconto.

5. As pessoas viajam de carona, principalmente nos extremos sul e norte do país

Nas partes mais extremas da Argentina, como ao norte, na região de Salta e Jujuy, e ao sul, na patagônia, viajar de carona é um costume que se mantém. Na patagônia, uma das regiões mais seguras do mundo, pegar carona deixou de ser apenas uma prática dos locais e virou uma forma de muitos turistas se locomoverem.

Se você quiser saber mais sobre, pode ler nosso guia para viajar de carona pela patagônia.

6. Comida barata? Frequenta padarias e busque hamburguesas

Depois do Uruguai, a Argentina é o país sulamericano onde a comida mais custa no orçamento de uma viagem. Uma boa dica para economizar algum dinheiro é frenquentar as padarias, onde há pães de todos os tipos e guloseimas a preços bem interessantes. Outra saída são os carrinhos que vendem hamburguesas e outros lanches rapidos.

7. As maldívias são Argentinas

No começo dos anos 80, a Argentina e a Inglaterra entraram em conflito armado em disputa das Ilhas Maldívias. Quase 40 anos depois, a guerra ainda causa polêmica no país. Se você acha que argentino não gosta de brasileiro, é porque não conhece o ressentimento que os hermanos guardam pelos chilenos, que se aliaram ao império britânico naquela oportunidade. Se, por um acaso, o assunto das maldívias entrar no debate, não esqueça: elas são argetinas.

8. O vinho chega a ser mais barato que água

Com a inflação um tanto descontrolada, essa pode não ser mais uma verdade, mas o vinho sempre foi um dos produtos mais baratos à venda no mercado. Há alguns anos, o mesmo podia se dizer do espumante, o que não é mais uma realidade.

E se você está indo para o país, pode se interessar por nosso artigo sobre roteiros para fazer em Buenos Aires a pé, de metrô ou de bicicleta.

Henrique Lammel

Jornalista e produtor de conteúdo

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