5 viagens no tempo para se fazer na América do Sul

Algumas cidades ainda exibem, no calçamento de suas ruas ou em seus edifícios, as histórias de outros tempos. Seja pelas muralhas de Cartagena, erguidas para defendê-la dos ataques de piratas, ou as casas e sobrados de Sucre, em grande parte erguidos quando a extração de prata em Potosi a faziam uma das cidades mais ricas do mundo, uma parte do passado segue escrita nesses lugares.

Confere aí a nossa lista!



As muralhas de Cartagena, na Colômbia

canhoes muro mar

Cartagena foi uma das primeiras cidades fundadas pelos espanhóis na América do Sul e um dos portos mais importantes nos primeiros séculos de colonização. A partir de 1530, grande parte do ouro extraído pelos europeus, desde o Peru, era escoado pela cidade. Com o passar do tempo, toda essa riqueza começou a ser cobiçada por piratas.

Entre os séculos XVII e XVIII, onze quilômetros de muralhas e fortes, além de um castelo (Castijo de San Philipi), foram construídos para defender a cidade dos ataques de mercenários. O lugar era tão bem guardado que, em 1800, a cidade era um vice-reinado e morada das famílias mais ricas do que hoje é o território colombiano.

Grande parte dessa estrutura, inclusive o castelo, segue de pé, mas sem nenhum objetivo bélico. As muralhas de Cartagena guardam, atualmente, um bairro cheio de hosteis e restaurantes, chamado de Ciudad Amurallada, e recebem os estrangeiros com toda a alegria que só o povo colombiano tem.

As ladeiras de Sucre, na Bolívia

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Misturando edifícios levantados nos séculos XVI e XVII, ao estilo espanhol, e construções dos séculos XVIII e XIX projetadas por arquitetos locais, o centro de Sucre é considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Desde o século XIX, quando a prata extraída das minas de Potosi se esgotou, a capital Oficial da Bolívia também parou de se desenvolver. E são esses prédios, que remetem a um passado cheio de riquezas, que dão forma à cidade.

No século XVII, Potosi foi a cidade mais rica e a segunda mais populosa do mundo, atrás apenas de Paris, devido a prata de suas minas. Sucre, próxima a Potosi geograficamente, se desenvolveu como um importante centro cultural e residência das famílias mais ricas do País.

Uma das primeiras universidades da América do Sul, a de São Francisco de Xavier, foi construída em Sucre, onde também foi assinado o documento que criou a República da Bolívia. Hoje, segue sendo um importante centro educacional e cultural da Bolívia, e divide o status de capital do País com La Paz.

Ollantaytambo, a fortaleza próxima a Cusco

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É a única cidade do império Inca ainda habitada. Há alguns séculos, era um importante centro de treinamento militar e foi uma fortaleza construída estrategicamente para conquistar o vale do Rio Urubamba, chamado hoje de Vale Sagrado dos Incas.

Durante a invasão espanhola, Ollantaytambo teve suas estruturas reforçadas e transformada, provisoriamente, em capital do império pelo Manco Inca Yupanqui, na maior e mais duradora revolta contra os conquistadores. A fortaleza de Ollantaytambo se espalha montanha acima e é um sítio arqueológico muito visitados por turistas e pesquisadores.

A cidade possui uma pequena estrutura preparada para receber estrangeiros, com alguns restaurantes e hosteis.

Villa de Leyva e sua bela Praça, na Colômbia

As terras férteis da região fizeram de Villa de Leyva, no século XVII, uma das capitais econômicas da Colômbia. Porém, o solo foi perdendo sua fertilidade com o passar dos anos, até a zona ser abandonada pelos fazendeiros.

Dessa época, sobrou a imponente praça – construída assim para facilitar a distribuição e venda de alimentos – e os belos sobrados erguidos ao seu redor. Pela proximidade com Bogotá, o clima agradável e a beleza de suas montanhas, passou a ser uma espécie de colônia de férias para militares.

Nas últimas décadas, começou a ter seu potencial turístico explorado. Hoje, os sobrados em redor da praça foram todos transformados em restaurantes, hospedagens e lojas.

Arequipa, a cidade branca do Peru

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A história de Arequipa se mistura com a do Peru. Teve grande importância nas primeiras décadas de colonização espanhola por causa de seu porto e por pelo menos três séculos, sua população foi, majoritariamente, de descendente de espanhóis. Foi um centro de resistência às ideias de independência à coroa por pelo menos três séculos.

É chamada de cidade branca por ter a maior parte dos seus edifícios construídos com uma pedra branca, resultante da erupção de um dos três vulcões que a cerca. Em razão dos diversos terremotos que afetam a região, algumas zonas da cidade tiveram que ser reconstruídas com o passar dos séculos, de forma que é possível observar diversos estilos arquitetônicos. Os mais resistentes incorporam algumas técnicas nativas de construção, resistentes aos abalos sísmicos.

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Henrique Lammel

Jornalista e produtor de conteúdo

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