Ferrovia do Trigo – trekking pelos tuneis e viadutos de Guaporé a Muçum

Ferrovia do Trigo Viaduto Dois Lajeado

A Ferrovia do Trigo é um dos trekkings mais clássicos do Rio Grande do Sul. Ao longo de quase 50km, passa por quatro cidades (Guaporé, Dois Lajeados, Vespasiano Correa e Muçum), cruza dezenas de túneis que chegam a ter até dois quilômetros, e percorre 21 viadutos, entre eles o Viaduto 13, considerado o maior férreo da América do Sul.

O caminho tradicional inicia em Guaporé, em uma altitude de 480 metros acima do mar e acaba em Muçum, a 48 metros. Em qualquer direção, não há como não se impressionar com a obra faraônica. A Ferrovia do Trigo, inteira, possui 289 quilômetros de trilhos e demorou 67 anos para ficar pronta. Em grande parte, por culpa da geografia da região entre Guaporé e Muçum.

É neste trecho que a Ferrovia do Trigo perfura montanhas e as transforma em galerias. As encostas estão terraplanadas e dezenas de viadutos conectam um penhasco a outro. Das 26 pontes que se espalham pela Ferrovia, 21 estão entre Guaporé e Muçum.

Neste artigo, você encontra todas as informações que precisa para fazer esse percurso, que está entre um dos mais bonitos do Rio Grande do Sul!




Mapa da trilha da Ferrovia do Trigo

.: Veja onde fazer outros trekkings no Rio Grande do Sul
.: A travessia de dois dias pelo Cânion Josafaz

Atenção!

– Existem estradas de acesso para quase todos os viadutos. Para os principais, como o Pesseguinho (Dois Lajeados) e o V13 (Vespasiano Corrêa), onde existem campings organizados, há placas de sinalização pela cidade para guiar os visitantes. Essas estradas também podem servir como zonas de escape para quem não quer percorrer toda a ferrovia.

– Em julho de 2017, a empresa que administra a ferrovia bloqueou o acesso ao V13, em razão do grande fluxo de pessoas nos trilhos, que estaria atrapalhando o trânsito dos trens. Nos primeiros dias após o ‘bloqueio’, um grupo de caminhantes foi impedido de atravessar o V13. Eles fizeram um desvio pelo vale, indicado pela equipe de seguranças que vigiava o local, e retomaram a ferrovia mais a frente. Mesmo com o bloqueio, terminaram o trekking em Muçum. Atualmente, o acesso ao V13 está restabelecido e é possível fazer o percurso, passando pelo viaduto, sem problemas.

Não deixe lixo pelo caminho. Traga tudo de volta.

Trrekking Ferrovia do Trigo

1º dia – De Guaporé ao Viaduto Mula Preta

A estação Guaporé, localizada na beira da RS – 129, é um bom local para entrar na ferrovia. Ela fica no início da rua que dá acesso ao centro da cidade. O primeiro trecho do trekking é menos “montanhoso”, com muitos terrenos planos e campos.

Não faltam lugares para acampar. É possível alcançar o Viaduto Mula Preta após seis, sete horas de caminhada. No trekking de três dias, é uma boa meta acampar nas proximidades dele. Depois de umas cinco horas de caminhada, a paisagem começa a ficar mais montanhosa e os tuneis se tornam mais longos. A partir daí, lanterna na mão.

Não é uma boa passar muito do viaduto se a ideia for levantar o acampamento ainda com luz natural e estiver escurecendo.

O Viaduto Mula Preta é um dos pontos altos do trajeto. Fica na divisa com Dois Lajeados e está a 98 metros do chão. Mas o que assusta não é a altura, e sim seus 360 metros de comprimento por um ‘caminho sem chão’. Há uma boa zona de camping passando-o.

viaduto mula preta guaporé rio grande do sul

O Mula Preta é um dos três viadutos vazados do percurso: totalmente de ferro, foram construídos com os dormentes fixados diretamente nos trilhos e na estrutura metálica da ponte. Não há uma base sólida por baixo dos dormentes, não existindo chão ou alguma proteção lateral. Mas é seguro. Cada dormente acomoda perfeitamente um pé tamanho 45 e a distância entre um e outro não é muito grande.

2º dia – Do Mula Preta ao V13 pelo Viaduto Pesseguinho

Logo após o Mula Preta, há o maior túnel do trajeto, com mais de 2 km de extensão – são uns bons 30 minutos caminhando no escuro. Serão mais três horas de caminhada até chegar no Viaduto Pesseguinho, segundo vazado da Ferrovia do Trigo.

Fazendo o trekking nessa direção, você ainda passa por uma estação de trem abandonada. Ela fica a uns 40 minutos do viaduto, onde também há um camping organizado.

Camping no pesseguinho

No Pesseguinho, funciona o camping Casa Recanto da Ferrovia. O Clair, dono do lugar, tem chuveiro com água quente e algumas comodidades, como cerveja gelada, que podem fazer toda a diferença. Sem contar a cachoeira

cachoeira recanto ferrovia trigo

O Pesseguinho tem 268 metros de extensão e 86 de altura e se mistura com umas das mais belas paisagens da caminhada. A partir daí, começam a surgir os desfiladeiros e locais para acampar ficam raros.

O Viaduto Pesseguinho está praticamente na metade do caminho e é um ótimo ponto para aqueles que estão fazendo o trekking em dois dias pernoitarem.

Em uma caminhada de três dias, a indicação é passar a segunda noite aos pés do Viaduto 13. O V13 fica em Vespasiano Correa e é o maior viaduto férreo da América do Sul, com 143 metros de altura. Na base, existe um camping. A um quilômetro dali, há outro camping, o Paraíso Tropical, à beira de uma cascata.

3º dia – Do V13 a Muçum

como chegar no viaduto 13

O sacrifício em subir a estrada que leva ao V13, quase 150 metros acima, é compensada pela bela paisagem que segue. A aventura ainda guarda uma última surpresa: outro viaduto vazado, menor em tamanho e distância se comparado aos anteriores. Ainda são cerca de quatro horas de caminhada até a cidade de Muçum, quando é hora de se despedir da Ferrovia do Trigo.

Belas paisagens da Ferrovia do Trigo

Dicas

– Você vai caminhar a maior parte do percurso na brita, opte por um calçado com sola dura.

– Não esqueça de lanterna. A penumbra é total dentro de alguns túneis!

– Há água potável em abundância em praticamente todo o trajeto.

– Nos viadutos vazados, ande, no máximo, em grupos de dois, respeitando o espaço entre um recuo e outro. Se o grupo for grande, não andem juntos dentro dos túneis.

– Vale a pena parar no Recanto da Ferrovia para conhecer o Clair.

Cuidados ao fazer a trilha

Sem muitas complicações logísticas, a Ferrovia é uma opção econômica para mochilar. O trekking pode ser feito em dois ou três dias, utilizando somente transporte público e a navegação é simples, impossível de se perder: é só seguir os trilhos.

ferrovia do trigo dificuldade

O trem ainda passa, duas vezes por dia, geralmente pela manhã/tarde e madrugada. Então fique atento antes de entrar nos túneis ou atravessar um viaduto.

Como chegar

Guaporé Ferrovia do Trigo

De carro – Guaporé fica a 143 quilômetros de Porto Alegre e, quem vem da Capital gaúcha, deve pegar a BR 386 e, em Lajeado, seguir pela RS 129. De Caxias, que fica a 70 quilômetros da cidade, o melhor caminho é seguir até Bento Gonçalves e pegar a RS 431.

De ônibus – A rodoviária fica a cerca de um quilômetro da estação de trem de Guaporé, localizada na entrada da cidade. É possível pedir para o motorista parar por ali.

Trekking da Ferrovia do Trigo

Dificuldade: Moderada
Duração: Três dias
Distância: Cerca de 46km o trecho entre Guaporé e Muçum
Custo: R$ 99,80 (Valor das passagens entre Porto Alegre e Guaporé / Muçum Porto Alegre  + camping V13)
Condição da trilha: Impossível de se perder

ferrovia do trigo quilometros túneis

84 comentários em “Ferrovia do Trigo – trekking pelos tuneis e viadutos de Guaporé a Muçum

  • setembro 5, 2019 em 3:34 pm
    Permalink

    Muito boa qualidade seus comentários, dicas e fotos.
    Peço se possível manter atualisadas as condições da trilha e se possível averiguar se existe agora alguma pousada em funcionamento.
    Obrigado, PARABÉNS
    Curitiba

    Resposta
  • agosto 14, 2019 em 3:15 pm
    Permalink

    Boa tarde Henrique,

    Parabéns pela riqueza do post, contém muitos detalhes importantes.

    Pretendo fazer nesse final de semana, saindo de Guaporé e ir até o V13, acha possível fazer em apenas um dia? Pretendo sair de Guaporé em torno das 7h da manhã. Pelo que li no seu post, uns 31km até o V13.

    Obrigado

    Resposta
    • agosto 14, 2019 em 5:09 pm
      Permalink

      É bem puxado, principalmente porque o tamanho da tua passada acaba sendo regulado pela distância dos dormentes, mas dá pra fazer sim. Mas não carrega muita coisa, vai no ultra light mesmo…

      Resposta
      • agosto 15, 2019 em 9:15 am
        Permalink

        Obrigado pela resposta! A caminhada será apenas com água e alimentos para o trajeto. Abração

        Resposta
  • agosto 4, 2019 em 11:21 am
    Permalink

    Bom dia, cara deixa eu saber, da pra acampar selvagem durante a trilha toda? pra nao pagar camping.
    E outra coisa caso eu queira ficar um tempo acampado a mais em alguns pontos, por ter bastante tempo livre rola tbm?
    E vc sabe de algum lugar que de pra fica uns 15 dias acampado selvagem ai pelo RS?

    abraço
    gratidão

    Resposta
    • agosto 5, 2019 em 5:55 pm
      Permalink

      Pode acampar selvagem sim. Quanto a ficar 15 dias, não é um local tão isolado assim, tem moradores, pequenas propriedades rurais…

      Resposta
      • agosto 26, 2019 em 8:45 am
        Permalink

        Em todo o trajeto eu consigo acampar selvagem entao?

        agua precisa levar um purificador?

        Resposta
        • agosto 27, 2019 em 3:23 pm
          Permalink

          Em todo trajeto também não, tem trechos bem longos que são só encostas. Mas perto do Mula Preta, do V13, vais encontrar lugares bons pra acampar…

          Olha, a água na maior parte do trajeto é potável, vem da pedra mesmo, mas se tem, acho uma boa levar, principalmente se estiver em uma época seca…

          Resposta
      • agosto 26, 2019 em 3:54 pm
        Permalink

        Olá amigo !
        Estou querendo ir no feriado do dia 15 de novembro de 2019.
        Vc acha uma boa data?
        Irei de carro de Curitiba – PR até Guaporé e segui os trilhos ate Muçum…
        Quero saber se a algum lugar que posso deixar o carro em Guaporé e tem como ver de ônibus ou outro meio para Guaporé..
        Irei dormir em hotel uma noite em Guaporé antes de iniciar a trilha.
        Grato pela atenção e por sua publicação..

        Resposta
        • agosto 27, 2019 em 3:12 pm
          Permalink

          Olha, no começo de novembro costuma chover bastante aqui no sul, mas ali pelo dia 15 geralmente já deu uma firmada. Costumam ser dias quentes e noites frias, com bastante cerração.

          Guaporé é uma cidade bem pacata, acredito que poderia deixar perto da rodoviária ou pela Praça Central, ou até conversar com o pessoal do hotel pra ver se eles não permitem que deixem o carro por lá, talvez pagando uma taxinha.

          Resposta
  • agosto 3, 2019 em 7:52 pm
    Permalink

    Henrique tudo bem? Camaradas tô pensando em deixar o carro na casa de um amigo em Mucum e da cidade pegar a trilha com a ideia de passar pelo v13 e ir ate o viaduto pesseguinho e acampar no camping indicado, retornarndo no outro dia. Dá pra fazer esse trajeto em 1 dia? Quantos quilômetros são?

    Resposta
  • julho 23, 2019 em 8:01 am
    Permalink

    Olá, a respeito do horário do trem? É pela manhã cedo? Já ouvi dizer que também tem a noite? Sabe de algo?

    Resposta
  • julho 21, 2019 em 12:22 pm
    Permalink

    Olá, os túneis possuem refúgios também? Os trens possuem hora certa para passar?

    Resposta
    • julho 21, 2019 em 4:23 pm
      Permalink

      Sim, os tuneis tem refúgios.

      Parece que hoje tem um trem que sempre sai pela manhã sentido Guaporé Muçum, mas a velocidade varia conforme a visibilidade. Normalmente não tem hora certa, saem quando estão cheio de carga.

      Resposta
  • julho 15, 2019 em 10:19 am
    Permalink

    Bom Dia Henrique Lammel,

    Estou me programando para conhecer o V13 apenas em um dia, ir sábado bem cedo e dormir em alguma pousada ou hotel, poderia me indicar por onde é melhor iniciar a trilha, vou sair de carro de São Leopoldo, vi que alguns deixam o carro em alguma cidade e pegam onibus. Poderia me dar algumas dicas.

    Resposta
    • julho 15, 2019 em 5:24 pm
      Permalink

      Pra fazer essa de deixar o carro num ponto, voltando de ônibus no dia seguinte, vais precisar fazer a ferrovia completa, acampar em barraca no meio do caminho, pois os únicos centros urbanos que tem neste trecho, com transporte público regular, são Guaporé e Muçum, que estão nos extremos da travessia (começo e fim).

      O que te aconselho é ir até o V13 de carro, tem um artigo que escrevemos explicando como chegar aqui ó: https://apenomundo.com/brasil/viaduto-13/

      Quanto a hotel, existem alguns em Guaporé, Muçum e Vespasiano, próximos ao V13 mesmo. O caso é que sempre que vou nesta região acampo ou fico na casa de familiares; não me sinto confortável em indicar um lugar que não conheço :/

      Resposta
  • julho 9, 2019 em 8:44 am
    Permalink

    Bom dia, pode ser feito a trilha no sentido mucum, guapore? ou voce acha que e melhor mucum- guapore?

    Resposta
    • julho 9, 2019 em 3:01 pm
      Permalink

      O melhor seria Guaporé – Muçum por causa do desnível – você vai “descer”, de um lugar mais alto para um mais baixo. Mas não é um aclive tão grande, não vejo porque não fazer ao contrário 😉

      Resposta
  • junho 26, 2019 em 11:24 am
    Permalink

    ola Henrique, sabe me dizer qual a distancia para percorrer a pé do viaduto 11 ao 13, quero conhecer o lugar, agradeço retorno.

    Resposta
  • junho 19, 2019 em 9:38 am
    Permalink

    E aí Henrique, beleza?
    Vou fazer a trilha nesse fim de semana, em dois dias. Por questões de controle de tempo, tu tem noção da quilometragem de alguns marcos? Por exemplo, Guaporé > Mula Preta, Guaporé > Pesseguinho, Guaporé > V13? Obrigado

    Resposta
    • junho 19, 2019 em 4:23 pm
      Permalink

      Da estação Guaporé, no início da cidade, nos trilhos, até o Mula são algo como 15km. Algo como 21km até o Pesseguinho e uns 31km até o V13.

      Se vão fazer a trip em dois dias, o Pesseguinho é o lugar mais indicado pra passar a noite.

      Resposta
    • junho 24, 2019 em 1:19 pm
      Permalink

      Amigo, boa tarde, tenho interesse em fazer a trilha. Por favor, entre em contato no 9-8653-6168. Obrigado.

      Resposta
  • maio 21, 2019 em 12:45 pm
    Permalink

    Oi… Você acha que no começo de junho da para fazer essa trilha de boa… Ou já vai estar muito frio?…

    Resposta
    • maio 21, 2019 em 6:56 pm
      Permalink

      Oi Denielly! Certamente, em junho, vai estar frio! Mas essa é a época indicada pra fazer trilhas por aqui, já que o tempo seco dá uma firmada e tem menos riscos de chuva 😉

      Resposta
  • maio 14, 2019 em 1:14 pm
    Permalink

    Salve, Henrique! Seu post é antigo, mas possui uma riqueza de detalhes e muitas referências para quem está com planos! Parabéns mesmo!

    Estou com uma dúvida, e talvez vc possa me dar uma luz. Irei em agosto fazer essa travessia, mas estarei totalmente dependente de ônibus, sendo assim, atualmente,saberia informar se existem linhas de ônibus de POA para Guaporé, e de Muçum para POA? Encontrei pouquíssimas infos no “pai dos burros”, e não sei se as informações no site da rodoviária de POA estão atualizadas. Como alternativa terei que depender do blablacar, mas com certeza dormirei melhor pensando que não ficarei preso nessas cidades, rs.

    Resposta
    • maio 14, 2019 em 6:05 pm
      Permalink

      Não só existe, como indicamos que se faça o trajeto de ônibus, porque é bem tranquilo. Tem, pelo menos, 3 ônibus por dia entre as cidades e Porto Alegre. Podes conferir os horários dos ônibus no site oficial da Rodoviária de Porto Alegre, este aqui ó. Saindo de Porto Alegre, esses são os horários corretos.

      Os horários de de Guaporé ou Muçum, só ligando pras rodoviárias. Mas tem várias opções, como tomar um ônibus pra Bento Gonçalves ou Lajeado e de lá pra Porto Alegre. Empenhado não vai ficar.

      Resposta
      • maio 16, 2019 em 10:41 am
        Permalink

        É por esse site mesmo que estou vendo os horários para as diversas cidades e montando o planejamento, pois farei um mochilinho no estado, e a ferrovia está na mira, mas ah sim, muito obrigado pelas infos! Bons ventos!! =)

        Resposta
  • abril 22, 2019 em 4:30 pm
    Permalink

    Boa Tarde, gostaria de saber como funciona para fazer a trilha, com quem falar, se precisa algum guia, empresa que leva, etc…

    Resposta
    • abril 23, 2019 em 4:13 pm
      Permalink

      Não tem, Talita! Pelo menos oficialmente, nenhuma operadora tem permissão para operar esse trecho :/ A única forma de fazer hoje é autonomamente e por sua conta em risco 😉

      Se ajudar, no caminho, há 4 pontos de ‘civilização’. O trekking começa e termina no centro de duas cidades, Muçum e Guaporé e, no caminho, há dois campings organizados e com estrutura. Um é no Viaduto Pesseguinho, em Dois Lajeados, e outro no V13, em Vespasiano Correa, onde ainda há restaurante e bar nos pés do viaduto.

      Resposta
  • abril 2, 2019 em 9:52 pm
    Permalink

    Quero muito fazer esta trilha, sou mochileiro solitário… Tens algum conselho?

    Resposta
    • abril 2, 2019 em 10:24 pm
      Permalink

      O ideal mesmo é não fazer sozinho. Há bastante partes povoadas nesse trekking, mas há outras tantas inóspitas, onde não vai encontrar ninguém.

      Mas bem, eu também faço minhas trips sozinho, então não vou ficar dando moral de cuéca, ehehhe…o lance é que sempre aviso um amigo de confiança do meu itinerário, dou mapas, onde devo estar em cada dia. Aviso quando vou voltar. Se são três dias, digo que em, no máximo 4, vou avisar da volta pra ele, se não é pra mandar resgate.

      Também levo alguma coisa de comida extra, energética e calórica, caso aconteça alguma coisa e precise me estender mais alguns dias. E cuidado, sempre, irmão. Quando abrimos a guarda e achamos que estamos acima da natureza que as coisas acontecem.

      Resposta
  • março 18, 2019 em 8:31 pm
    Permalink

    Li em alguns lugares que ha fiscais de uma empresa provada impedindo a passagem pelo V13. Isto anda ocorrendo frequentemente?

    Resposta
  • março 18, 2019 em 11:26 am
    Permalink

    Bom dia! Adorei sua matéria e gostaria de perguntar se pode me ajudar no seguinte, estamos pensando em fazer um ensaio pre casamento por esses lados, você aconselharia?

    Resposta
    • março 18, 2019 em 5:55 pm
      Permalink

      Danielle, lugares é que não faltam! Tanto o V13 quanto as proximidades do Pesseguinho (V11, onde fica o camping Recanto da Ferrovia) são espetaculares para fotos! No recanto, ainda tem uma cachoeira (que pode ter uma queda bem fraca em épocas mais secas, mas em meses como abril e maio tem uma bela queda)…

      E se precisar de um fotógrafo aí nessa região, esse é o cara – https://www.facebook.com/tmagdantz/

      Resposta
  • janeiro 27, 2019 em 4:32 pm
    Permalink

    Fiz duas vezes esta travessia, e pretendo fazer mais uma vez! O visual é muito bonito, especialmente pela manhã e fim de tarde. Pra quem sobe a serra e faz sentido Guaporé-Muçum, aconselho logo após passarem por Dois Lajeados, pedir ao motorista do ônibus para parar na Linha Colombo, próximo ao restaurante Forno e Fogão (acredite, você não será o primeiro pedindo isso a ele). Há uma estrada de chão que leva até os trilhos. Muita gente da região escolhe parar ali, pois encurta uns 7Km o trajeto, e de Guaporé até a Linha Colombo não há os túneis e viadutos que busca encontrar.

    Resposta
  • janeiro 17, 2019 em 4:57 pm
    Permalink

    Recomendo vivamente o seu blog/site.
    Achei-o de excelente qualidade.
    Obrigado
    Ana

    Resposta
  • dezembro 31, 2018 em 6:23 pm
    Permalink

    Olá. Parabéns pela materia. Uma dúvida, quando você falou em agua potável em abundância seria o que? Fiquei preocupado em como administrar/levar agua para esses 3 dias.

    Resposta
    • dezembro 31, 2018 em 7:27 pm
      Permalink

      Tem diversos rios e riachos no caminho. Em alguns pontos, a água literalmente brota da rocha dos túneis! Se estiver um pouco desconfortável em beber assim, te aconselho a comprar algumas pastilhas de cloro ou até mesmo um purificador de água!

      Mas se for fazer por esses dias (começo de 2019), aconselho a ter capacidade para 3 a 4 litros de água, pois está fazendo muito calor e há seca no interior, chove muito pouco.

      Resposta
    • janeiro 27, 2019 em 4:25 pm
      Permalink

      Olá! Se não me engano antes do V13 (pra quem desce a travessia) tem uma parte que chamam de “janelas”, que são aberturas em arco no meio de um túnel. Próximo dali há uma abertura retangular, que fica aproximadamente a um metro de altura, não lembro bem. Ali é possível sair do túnel e chegar a um riacho bem próximo e abundante, que verte do morro sobre o túnel. Só cuidar que há uma colmeia numa árvore próxima ao riacho!

      Resposta
      • março 6, 2019 em 8:39 pm
        Permalink

        Olá!!!! Isso mesmo, neste lugar encontra-se a “garganta do diabo”, “garganta” porque é um túnel de água que começa antes do trilho e passa por baixo dele, “diabo” não sei porquê, hehe. Podemos ver ela de cima e logo mais fazer uma trilha, descida com bastante árvores e barrancos, e entrar dentro da garganta por onde a água escorre. É lindo demais!

        Resposta
    • dezembro 4, 2018 em 6:49 pm
      Permalink

      Que legal, Rafa!

      Janeiro é quente e uma parte considerável do caminho não tem sombra. Mas não é um impeditivo tão grande assim!

      Resposta
  • outubro 30, 2018 em 2:27 pm
    Permalink

    Olá 🙂

    Você lembra quantas horas de caminhada e a distância que você fez em cada um dos dias? Queria já ter uma ideia se consigo fazer em dois dias pra planejar o acampamento.

    A zona de camping que você disse que fica logo depois do Mula Preta é estruturada igual as outras duas ou é só um lugar favorável pra montar a barraca mesmo?

    Obrigada

    Resposta
    • outubro 30, 2018 em 4:13 pm
      Permalink

      O camping é um lugar favorável para montar a barraca, ehehe…Mas antes do Mula há vários pontos interessantes também…

      No primeiro dia, foram umas 4 horas de caminhada, no segundo caminhamos o dia todo, e no terceiro, outras 4 horas…

      Resposta
  • outubro 7, 2018 em 1:47 pm
    Permalink

    Boa tarde Henrique!
    Ontem conclui o percurso pelos trilhos e foi fantástico! Suas dicas me foram muito úteis. Fiz em três dias e aproveitei bem para conhecer os locais citados, principalmente no V13. Fiz a trilha sozinho, mas correu tudo bem. Obrigado pelas dicas, foram muito válidas.
    Verde abraço!
    Rodrigo – Porto Alegre, RS

    Resposta
    • outubro 12, 2018 em 5:04 pm
      Permalink

      Oi Rodrigo, eu to pensando em ir logo logo, como ta a coisa lá? cruzou muita gente por vc? os campings estão legais? O V13 também tinha um boato de que estaria fechado, pessoal contornando pelo camping isso confere?

      Resposta
  • setembro 26, 2018 em 11:09 pm
    Permalink

    Boa noite Henrique,
    Tem sinalização para encontrar os campings e cachoeiras?

    Resposta
    • outubro 9, 2018 em 11:09 am
      Permalink

      O camping do viaduto Pesseguinho fica logo do lado da ferrovia, vais ver assim que chegar. E chegas na cachoeira por uma trilha que inicia no camping. O do V13 não tem sinalização, mas assim que atravessar o viaduto, vai ver uma estrada à tua esquerda…Desce essa estrada que o camping fica lá embaixo, ao fim dela, ao lado de um campo de futebol, atravessando uma ponte!

      Resposta
  • agosto 28, 2018 em 11:51 am
    Permalink

    Bom dia Henrique
    Estou querendo fazer essa trilha com uns amigos. Vi em um dos comentários que muitas pessoas pegam ônibus de Muçum a Guaporé, vc sabe a frequência desses ônibus durante o dia??
    Grato

    Resposta
    • outubro 9, 2018 em 11:17 am
      Permalink

      Tem vários! Mas precisa se ligar que o último, em domingos, na época que fiz, saía de Guaporé às 17:30.

      Resposta
  • agosto 20, 2018 em 3:31 pm
    Permalink

    Boa Tarde Henrique. Sabe me dizer qual o horário que os trens passam pela ferrovia do trigo, mas precisamente os viadutos, pois estamos organizando uma viajem para conhecer a trilha, e vamos em um grupo grande.

    Resposta
    • outubro 9, 2018 em 11:34 am
      Permalink

      Impossível saber! O tempo dos trens varia muito, de acordo com questões climáticas, de visibilidade….

      Nos tuneis e nos viadutos, dividam o grupo em pequenos grupos de duplas ou trios, com um espaço de 50 metros entre eles, que não tem erro!

      Resposta
  • agosto 10, 2018 em 10:45 am
    Permalink

    Vou ir amanhã de manhã, decidi agora hehe. tava há tempo querendo. Vou de moto até Muçum e pegar o ônibus para Guaporé e ir voltando. Será que o V13 ainda está bloqueado? Sabe dizer se é possível acampar as 2 noites fora dos campings? no mato mesmo.

    Resposta
    • outubro 9, 2018 em 11:30 am
      Permalink

      Claro que é. Nesse relato, acampamos a primeira noite no mato mesmo. O V13 está bloqueado apenas para esportes radicais, como rappel.

      Resposta
  • agosto 6, 2018 em 11:54 am
    Permalink

    Bom dia Henrique, estou organizando para fazer esta trilha do Trigo. A trilha nas proximidades das cidades fica muito longe? Pergunto caso não opte pelo camping ou caso esteja lotado. Agradeço.

    Resposta
    • agosto 6, 2018 em 6:13 pm
      Permalink

      A região é bem isolada, não tem muita coisa perto não. Mas os campings não lotam, são bem grandes e sempre vai haver espaço pra mais uma barraca, quanto a isso pode ficar tranquilo.

      Resposta
  • julho 19, 2018 em 12:45 pm
    Permalink

    Boa tarde!
    Gistaria de saber se é possível encontrar acomodações (albergue, hotel, etc) ao longo/próximo à trilha ou se é essencial levar barraca para pernoite nos campings.
    Grato

    Resposta
    • julho 19, 2018 em 2:39 pm
      Permalink

      Essencial levar a barraca…nos pés do V13 tinha uma pousada, mas não sei se ainda funciona. E no pesseguinho é só camping!

      Resposta
    • março 29, 2019 em 7:55 pm
      Permalink

      Muito bom seu texto. Show de bola.
      Gostaria de saber a distância percorrida por você pelos trilhos em km, somente do viaduto do 13 ao viaduto do pesseguinho, e do viaduto do pesseguinho até o viaduto da mula preta. Pois quero saber quantas distância consigo percorer em cada dia de caminhada. Valeu.

      Resposta
      • março 31, 2019 em 6:43 pm
        Permalink

        Do V13 ao Pesseguinho são uns 10km…Já do Pesseguinho ao Mula Preta, uns 8km…É mais ou menos isso, pelo Google Maps pode fazer um cálculo mais aproximado.

        Resposta
  • dezembro 19, 2017 em 7:26 pm
    Permalink

    Gostaria de saber se o V13 pode ser visitado?

    Resposta
    • dezembro 20, 2017 em 3:04 pm
      Permalink

      Elmer, o V13 foi fechado no meio do ano pela empresa que administra a via-férrea. Desde lá, a prefeitura de Vespasiano Correa vem negociando para reabrir, oficialmente, os trilhos pra visitação. Porém, as pessoas seguem visitando o V13, pois não há segurança no local. Outra alternativa é ir até Dois Lajeados visitar o Viaduto Pesseguinho, onde também tem camping e estrutura.

      Resposta
  • dezembro 6, 2017 em 3:35 pm
    Permalink

    Oi Henrique, É possível fazer todo esse percurso de bike? Dá pra passar de bike nos viadutos?

    Resposta
    • dezembro 17, 2017 em 7:09 pm
      Permalink

      Cara, nos vazados eu não aconselharia, há um recuo mínimo para se proteger caso o trem venha. Tem gente que faz percursos de bike, porém utilizam várias estradas que cruzam a ferrovia, não andam propriamente nela!

      Resposta
  • novembro 12, 2017 em 8:25 pm
    Permalink

    Boa noite Henrique, eu e mais 4 amigos vamos encarar esse trekking na semana que vem… Pretendemos começar na sexta logo após ao meio dia e terminar até no domingo de tarde, por causa dos horários de ônibus de retorno. O sentido que vamos fazer é Guaporé-Muçum. Gostaria de saber se esse local de acampar fica na primeira metade ou mais no final da trilha e se você se lembra do valor cobrado? Queríamos saber pra ter uma noção. Desde já, agradecido pelos esclarecimentos.

    Resposta
    • novembro 12, 2017 em 10:29 pm
      Permalink

      Então, lugares de acampamento, que são organizados, são dois: um quase na metade, no Viaduto Pesseguinho, em dois Lajeados, e outro no V13, que fica a umas 5 horas de muçum. Como fizemos a travessia em 3 dias, na primeira noite acampamos no mato mesmo, que é de graça 😛 Na segunda, ficamos no camping do V13, pagamos algo como R$ 10, mas isso lá em 2015!

      Resposta
  • outubro 31, 2017 em 2:21 pm
    Permalink

    Olá Henrique, curti muito as suas dicas. Pretendo fazer o trajeto sozinho, mas tenho uma dúvida: como saber os horários dos trens que vão passar, já que um dos túneis tem cerca de 2km? Tem áreas de fuga nos túneis e nos viadutos em que a pessoa possa escapar do trem?
    Abraços e obrigado pela ajuda!

    Resposta
    • outubro 31, 2017 em 8:31 pm
      Permalink

      O horário do trem varia muito por causa da velocidade que ele anda..as vezes tem muita neblina e ele passa bem devagar…

      Mas sim, tanto nos viadutos quanto nos tuneis existem recuos que tu pode ficar esperando o trem passar…a distancia entre eles é de algo como 30 metros

      Resposta
  • outubro 2, 2017 em 5:58 pm
    Permalink

    Eu gostaria de fazer o trajeto. Mas sou sozinho.
    O que recomendas? Pode fazer sozinho?

    Resposta
    • outubro 2, 2017 em 7:37 pm
      Permalink

      Pode sim, o caminho é tranquilo e tem sinal de celular em boa parte dele (não todo)…só deixa alguém avisado de quando tu volta e teu roteiro, pra não dar ruim!

      Resposta
  • setembro 11, 2017 em 3:47 pm
    Permalink

    Olá, boa tarde!!!
    Vcs foram de carro até a cidade de partida??
    É tranquilo pegar um ônibus na cidade de chegada até a cidade de partida para buscar o carro??
    Ou vcs tem alguma outra dica??
    Somos de SC e pretendemos fazer o percurso em dois dias (feriado de outubro)
    Obrigada

    Resposta
    • setembro 12, 2017 em 1:26 pm
      Permalink

      A gente fez tudo de ônibus, mas é tranquilo sim…sei que muita gente deixa o carro na rodoviária de muçum e toma um ônibus pra Guaporé e depois vem voltando…mas o contrário vale tb, são duas cidades super pacatas e tranquilas…ah, e ambas as rodoviárias ficam a menos de 1km dos trilhos…

      Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.