Sucre – os edifícios e casarões coloniais da capital da Bolívia

ruas sucre

Essa, pouca gente acertaria na prova de geografia: a capital constitucional da Bolívia é Sucre, e não La Paz, considerada capital administrativa. Fundada em 1538, o centro histórico de Sucre é considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Os edifícios, cortiços e casarões que compõe essa parte da cidade ainda estão como foram construídos, entre os séculos XVI a XIX.

Nesse período, Sucre se desenvolveu muito por causa da proximidade com Potosi. Por causa da extração de prata, Potosi chegou a ser considerada a cidade mais rica do mundo e só não tinha uma população maior que Paris.

Em Sucre, foi construída a primeira universidade do pais, de forma que se tornou um importante centro cultural. Até hoje, as faculdades atraem jovens de todo o mundo.

Historicamente, é um lugar onde muitos estabelecimentos, como hosteis e bares, oferecem trabalhos voluntários e estrangeiros buscam escolas para aprender espanhol (as aulas são muito baratas).

O que fazer

Conhecer as 7 Cascatas

7 cascatas sucreAs quedas d’água ficam no pequeno município de Alegria, há cerca de trinta minutos de Sucre. Para chegar, tome o ônibus “Q”, em frente ao mercado público, por BOL 2,50 (R$ 1,25) ou tome um táxi, que vai lhe cobrar entre R$ 15 e 20. E vá acompanhado de pelo menos duas pessoas. Hoje, Alegria é um lugar seguro, vigiado pelos próprios moradores e frequentado por turistas. Mesmo assim, não tem porque arriscar.

Você deve achar uma trilha que desce a encosta de uma montanha vale a dentro e tomar a mão esquerda quando chegar a altura do rio. Siga pela beira do rio e logo chegará à primeira cascata e seu poço natural. A trilha lhe levará para o topo de outra encosta onde, descendo, se tem acesso às quedas d’agua seguinte e às piscinas naturais formadas por elas.

Não esqueça de levar algo para comer e bastante água.

Comer no mercado público

É quase unanimidade, entre os mochileiros que, no Mercado Público de Sucre, se encontra o melhor prato de comida barato da América do Sul. Se você entrou em algum outro mercado da América do Sul e não teve problemas com a falta de higiene, não deixe de comer aí!

 Ir ao mirador da Recoleta e do Sagrado Coração

Fica em um dos cerros de Sucre, há umas seis quadras da Praça Bolívar. Suba pela calle Dalence para chegar no Mirador de la Recoleta. Há uma bela praça, um café e diversos museus, incluindo o Monastério de la Recoleta, que dá nome para todo o bairro.

Seguindo em frente, dobrando na esquina do Monastério por duas quadras e então tomando a mão direita, começa-se a subir para o cerro do Cristo do Sagrado Coração, onde se pode ter uma vista melhor da cidade.

mirador recoleta

Andar sem rumo pela cidade

Mesmo sendo a quinta maior cidade da Bolívia, Sucre é um lugar tranquilo e seguro. Caminhar sem rumo pelas cidades do centro é um belo programa. Não é para menos que você está em um lugar que é Patrimônio da Humanidade.

Entrar nos cafés, bares e restaurantes costuma ser uma surpresa à parte, já que a maioria dos terrenos e construções é original. Você vai caminhando pelos corredores e quando vê chega a um jardim ou até mesmo entra em um gigantesco porão!

Quem gosta de museus, também possui uma farta opção, pois a história de Sucre está entrelaçada com a independência e os primeiros séculos da Bolívia.

predio montanha

O mercado de Tarabuco

Eu não fui, mas o Mercado de Tarabuco é um dos mais famosos da Bolívia e muitos turistas que visitam Sucre tem o intuito de conhecer a cidade. Para chegar, basta tomar um coletivo nas ruas Tupaj Yupanqui com Lloque Yupanqui. Leva duas horas para ir e duas para voltar.

Onde se hospedar

Passei duas ótimas semanas do hostel Spanish Friends, que fica na Calle Padilla, nº 355. Há cinco quadras da Praça Bolívia e do Mercado Público, é administrado pela Gavi e pela Erica, que também são ótimas professores de inglês/espanhol. Sem contar que é um dos hosteis mais baratos da cidade.

Como chegar

trilha sucre

Hoje, há ônibus das principais cidades da Bolívia direto para Sucre. Algumas cidades menores mas turísticas, como Samalpata, também possuem linhas conectando as localidades. Sucre ainda tem um aeroporto para voos domésticos.

Melhor época

Os meses a serem evitados são janeiro e fevereiro, o famoso inverno boliviano e temporada de chuvas no país.

predio arcos sucro

Henrique Lammel

Jornalista e produtor de conteúdo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.