Como chegar no V13 ou Viaduto do Exército, em Vespasiano Correa, maior férreo da América do Sul

v13 viaduto do exército rio grande do sul

O Viaduto 13, localizado na pequena cidade gaúcha de Vespasiano Correa, é a ponte férrea mais alta da América do Sul e terceira mais alta do mundo. Construída em uma região montanhosa, a obra faraônica se mistura às belas paisagens formadas pelo arroio Barraca e o vale do Rio Guaporé, que fazem do V13 um lugar único.

A região ainda oferece trilhas de bicicleta, cascatas e até circuitos de rafting descendo o Rio Guaporé, um dos poucos completamente despoluídos do Rio Grande do Sul.

Saiba um pouco mais sobre o Viaduto do Exército e onde ele está localizado!

Como chegar no V13

Não existe transporte público até o V13, sendo necessário fazer o trajeto com carro particular ou caminhando, fazendo o trekking pela Ferrovia do Trigo, que falaremos a seguir.

Viaduto 13 Vespasiano Correa Rio Grande do Sul
Vista do Rio Guaporé

De carro

Quem está em Porto Alegre, precisa ir, primeiro, até Muçum ou Vespasiano Correa. O caminho mais rápido é ir até Lajeado, pela BR 386, e depois tomar a RS-130. Esse trajeto demora cerca de 2 horas e 45 minutos.

Outra opção é ir pela Serra, o que levará algo como 3 horas e 15 minutos. Primeiro, vá até Bento Gonçalves. Aí, será necessário descer a RS 431, por Faria Lemos, até a RS 129/RS 130, em Dois Lajeados.

Existe um acesso por Muçum e outro pela própria cidade de Vespasiano Correa. O caminho por Vespasiano Correa é mais curto, porém muito sinuoso e deve ser evitado à noite e em dias de chuva. Por Muçum, faz-se um trajeto tranquilo, percorrendo a beira do rio Guaporé.

Transporte público

É preciso pegar um ônibus até Muçum ou Guaporé e de lá seguir pelos trilhos. Muçum está a cerca de 5 horas de caminhada do V13, enquanto que Guaporé está a um dia e meio de distância.

Viaduto 13 o viaduto do exército no rs

Divergências quanto ao acesso

viaduto do exército na ferrovia do trigo visto de baixo

Desde 2013, o turismo vinha se desenvolvendo sem qualquer controle nas cercanias do V13. O Viaduto, cujos trilhos continuam sendo utilizado para transporte de cargas (passa um trem por dia), também passou a ser um ponto de prática de esportes radicais, como o rappel. Até churrascos começaram a ser feitos às beiras da ferrovia.

Em 2017, a empresa Rumo, que detém a concessão de uso da EF-491, a Ferrovia do Trigo, colocou uma placa e seguranças no local proibindo o acesso ao V13. Os seguranças não estão mais lá, mas a placa continua e a prefeitura de Vespasiano diverge da empresa quanto à probição.

Infraestrutura

Logo após o ponto em que as estradas de Vespasiano Correa e Muçum convergem, formando uma única, há um restaurante. Aos pés do viaduto existem dois bares, que vendem lanhes e bebidas. Em um deles, disponibilizam também um lugar para camping, sem muita estrutura.

Há outro camping, próximo às cascatas do Arroio Barraca, também aos pés do V13, chamado Paraíso Tropical, por onde pode-se ter acesso às quedas d’água.

Sobre o viaduto 13 e a Ferrovia do Trigo

Com 509 metros de comprimento e 143 de altura, o viaduto 13 foi inaugurado, junto com a ferrovia, em 1978. A obra, com 289 quilômetros, a EF-491 começou a ser projetada logo após a Segunda Guerra Mundial, e levou mais de 67 anos para ficar pronta. Em grande parte, por causa da geografia entre Guaporé e Muçum, onde estão 21 dos 26 viadutos da ferrovia e diversas montanhas tiveram que ser perfuradas para construção de tuneis que permitissem a passagem dos trens.

Atualmente, o V13 é considerado o terceiro viaduto férreo mais alto do mundo, atrás da ponte de Beipanjiang, na China, com 275 metros de altura, e o Viaduto Mala Rijeka, de Montenegro, com 198 metros de altura.

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Henrique Lammel

Jornalista e produtor de conteúdo

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