Cochabamba (BOL): o que fazer na cidade da eterna primavera

Geralmente, quem visita Cochabamba busca duas coisas: conhecer o parque Toro-Toro ou fazer um “pit-stop” em uma viagem entre La Paz e Santa Cruz de La Siera, trajeto que dura cerca de 18 horas e tem a cidade localizada no meio do caminho.

Cochabamba está aos 2 mil metros e é chamada de “cidade da eterna primavera”. Não costuma chover muito e a temperatura é agradável na maior parte do ano. Com isso, a cidade, que possui uma população de 600 mil habitantes, é uma das mais bonitas da Bolívia, com seus inúmeros parques de canteiros sempre verdes e floridos.

Há diversas baladas e bares legais, principalmente fora da temporada de férias, pois há várias universidades que atraem estudantes brasileiros e de outros países sul-americanos. Uma curiosidade é que em Cochabamba foi contruída uma estátua de cristo maior que a do Rio de Janeiro.

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Vista da cidade do mirador onde está o Cristo de La Concordia

Quanto tempo ficar

Um dia é o suficiente para conhecer os principais pontos da cidade. Mas, se você quiser conhecer o parque Toro-Toro ou cidades próximas, como Villa Tunari, recomendamos, no mínimo, três dias.

O que fazer

Ir a Toro-Toro

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O trekking pela Ciudad de Itas

Cochabamba é o melhor caminho para quem quer conhecer o parque de Toro-Toro, localizado em uma cidade de mesmo nome. Ele geralmente está nessas listas de parques pelos quais todos os viajantes que percorrem a América do Sul devem conhecer. Além dos cânions e as formas geológicas incomuns, Toro-Toro é um dos mais importantes sítios arqueológicos do continente: foram encontradas milhares de pegadas e fosseis de dinossauros no território do parque.

Subir até o Cristo de la Concórdia

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O Cristo boliviano é dois metros maior que o do Rio de Janeiro

Fica no início de uma das principais avenidas da cidade, a Avenida Las Heroinas. A estautua é dois metros maior que a do Rio de Janeiro, medindo 40,44 metros de altura. Pode-se subir e descer por uma escadaria (não se paga nada, porém não é recomendado utilizá-la no fim da tarde pelo risco de assaltos) ou por um teleférico (BOL 15 por trecho ou 25 BOL para subir e descer).

Se sua escolha for subir pela escada, prepare-se para uma boa subida, possívelmente totalmente exposta ao sol, e não esqueça de levar água para se hidratar. Se a ideia é subir de teleférico, deve tomá-lo dentro de um parque, na Avenida Las Heroínas com a caye Carlos Muller.

Visitar o Jardin Botânico

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O Jardim Botânico tem entrada grátis

Fica a 500 metros do Cristo de la Concórdia e vale uma passada pelo parque. Conserva inúmeras espécimes de plantas e está sempre bem cuidado. Inclusive, tem um jardim exclusivo para cactus e um galpão que simula o habitat de uma floresta tropical. A entrada é grátis.

Caminhar pelo centro e conhecer o mercado La Cancha

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Cochabamba possui uma pequena parte histórica, que está no entorno da Plaza Colón, com algumas igrejas, museus e prédios preservados. Umas cinco quadras em direção ao terminal de ônibus chega-se ao mercado La Cancha (no google está nomeado como mercado La Pampa). O La Cancha é o maior dos quase dez mercados públicos que existem nas redondezas, fazendo do local o maior centro comercial que há vi na minha vida. São quadras e quadras de tendas, parece que não vai acabar mais!

Pode-se encontrar de tudo, começando por frutas e verduras, passando por cosméticos até equipamentos eletrônicas . Tenha um pouco de cuidado com seus pertences pessoais, pois há muita gente circulando por todos os lados e furtos não são incomuns no local.

Caminhar pelo Pueblito e a Recoleta

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El Pueblito, um dos bairros mais antigos de Cochabamba

O Pueblito é um bairros residenciais mais antigos de Cochabamba. Foi um dos primeiros assentamentos indígenas na Bolívia e uma das primeiras áreas a ser povoada pelos espanhóis, ainda preservando algumas características arquitetônicas de época.

Já a Recoleta é um bairro moderno, cheio de bares e outras atrações voltadas para quem tem um poder aquisitivo maior.

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Onde comer

Os lugares mais baratos para comer são o Mercado La Cancha e as quadras da volta, onde encontra-se pratos a partir de 10 BOL (R$ 5). Na Bolívia, aconselho a buscar um restaurante não “dentro” do mercado, mas próximo. O valor da refeição continuará econômica, com a certeza de um pouco mais de higiene. Na avenida Las Heroínas, próximo à praça Colón, há alguns restaurantes com pratos a 20 BOL (R$ 10), geralmente com sopa de entrada, suco e sobremesa inclusos no valor.
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Onde se hospedar

Não existem muitas opções de hosteis na cidade (eu não só me hospedei, como trabalhei no Jaguar Hostel. Ele está localizado pertinho do Prado (a avenida principal da cidade, também chamada de avenida Uyuni ou Avenida Humbolt). A zona é um pouco mais cara, porém muito segura, com diversos bares, ônibus e taxis coletivos para todos os lados, próximo a rodoviária e ao centro da cidade. Sem contar o fato do Jaguar sem “buena onda” e bem limpinho. Recomendo.

Quando ir

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Deve-se evitar os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, quando chove muito na região por causa de um fenômeno chamado de inverno boliviano. Nos meses de junho e julho, as temperaturas podem baixar até os 5º. No verão, se mantém entre os 20º e os 30º.

Como chegar

De ônibus – As principais cidades da Bolívia possuem linhas diretas para Cochabamba. O preço varia muito. De La Paz, paguei 30 BOL (o equivalente a R$ 15) em um ônibus cama, de dia. Pela noite, esse preço pode triplicar. Quando deixei a cidade, fui para Sucre e paguei 65 BOL (R$ 32,50).

De avião – Um dos principais e mais modernos aeroportos da Bolívia fica em Cochabamba. Há alguns vôos diretos vindo do Peru, Argentina e até mesmo do Brasil que pousam na cidade. Também vale lembrar que ele não está localizado muito longe do centro.

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