5 passeios de bike imperdíveis na América do Sul

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A reserva de Paracas, no Peru

1. Cartagena (Colômbia) – Pelas praias e a cidade amurrallada

Três horas de bicicleta por Cartagena custam cerca de R$ 10 e são suficientes para percorrer as praias próximas de Boquilla ou Bocagrande e se perder pelas estreitas ruas da cidade Amurallada. Mesmo sendo uma cidade completamente caótica no que diz respeito ao trânsito e não haver ciclovia, os motoristas respeitam muito o ciclista, muito disso se vale pela importância que o esporte tem no país. Se quer saber mais, clique aqui.

2. Deserto do Atacama (Chile) – A garganta del diablo

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A laguna Tebinquiche, um dos locais que se pode chegar de bicicleta no Deserto do Atacama

Não é porque o Deserto do Atacama custa caro que não se possa economizar. Uma das dicas é fazer alguns passeios de bicicleta, como a Garganta del Diablo. Não se paga entrada e fica perto do pueblo de San Pedro. Em média, custa R$ 20 três horas de pedalada. O tráfego no deserto é pequeno e há diversas placas lembrando os motoristas para ter cuidado com ciclistas. Só não esqueça de sempre cadear a bike, pois o roubo de bicicletas é alto em San Pedro. Clicando aqui você tem mais informações sobre esse passeios e outros mais exigentes, como ir até a Laguna Cejar (25km) e a Laguna Tebinquiche (50km).

3. Paracas (Peru) – Liberdade total no deserto de Paracas

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A Playa Roja, na Reserva de Paracas

“Mais um deserto”, você pode pensar. Mas espere encontrar um cenário bem diferente do Atacama, rodeado por vulcões e montanhas. O deserto de Paracas fica na costa do Oceano Pacífico, e um dos grandes atrativos dessa pedalada são as belas praias (entre elas uma de areia vermelha), as dunas e a liberdade, pois você vai encontrar muito menos gente que no Atacama. Tome um pouco de cuidado na hora de sair para a cidade e se dirigir até a entrada da Reserva, pois passam muitos carros e caminhões em alta velocidade. Tirando isso, é uma pedalada tranquila. Falamos tudo sobre Paracas nesse link aqui!

4. Villa de Leyva (Colômbia) – A trilha até Ráchira

Essa pedalada é a mais exigente das elencadas aqui, pois a um aclive muito acentuado. Subir uma motanha significa, porém, belas vistas panorâmicos e um downhill excitante, cortando o Deserto de la Candelária. Em média, o percurso demora cinco horas. Na volta, venha pela estrada nova de asfalto, mais plana e rápida, que levará no máximo duas horas. Tudo que você precisa saber sobre o rolê pode encontrar aqui!

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A trilha que liga Villa de Leyva a Ráchira, pelas montanhas

5. Pisco Elqui (Chile) – Onde nasceu o pisco

Infelizmente não tenho fotos do Vale de Elqui pois meu celular estragou quando estava lá. Mas foi um dos lugares mais incríveis que visitei na viagem. Pisco Elqui fica a duas horas de La Serena (uma cidade oito horas ao norte de Santiago) e é uma região voltada a produção de Pisco com uma dezena de pequenos povoados. O grande barato é pedalar até Horcón, uma cidade de artesãos que fica a 13km de Pisco Elqui. No caminho, é possível parar na pisqueria Los Nichos, a mais antiga em atividade que produz o Pisco de forma artesanal, e fazer um tour para conhecer como se produz a bebida.

Bônus – A rota dos Sete Lagos

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Se a bike ta cara, a gente faz a pé 😉

A pedalada entre Bariloche, Villa Angostura e San Martin de Los Andes soma mais de 200km, mas vale cada gota de suor: é uma das regiões mais bonitas do mundo. Acabei não fazendo ela, o aluguel de uma bicicleta na patagônia custa, no mínimo, R$ 70 por dia (o melhor preço que achei). Algumas agências oferecem o passeio com todo o apoio (carro, hospedagem, refeições, água), em programas de até seis dias com pedaladas de 40km por dia. Os preços, porém, são astronômicos. Se você quiser saber mais sobre nossas andanças pela Patagônia, basta clicar aqui.

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