Viajar para Bolívia pode custar menos de R$ 40 por dia! Confira nossas dicas

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A Isla del Sol, pertinho de Copacabana, no Lago Titicaca

Se você quer viajar e está com pouco dinheiro, a Bolívia pode ser a solução para você. O país é um dos mais baratos do mundo, com a vantagem de estar do ladinho do Brasil. Para se ter uma ideia: é possível comer por R$ 3 e fazer viagens de 400km, de ônibus, por menos de R$ 30.

Se é o paraíso dos mochileiros, também tem quem vá para a Bolívia para viver seus dias de rei: almoçar em restaurantes que aqui ou em outras partes do mundo não caberiam no bolso do brasileiro. E mesmo sendo tudo muito barato, há maneiras simples de se economizar ainda mais, como viajar de ônibus de dia, quando as passagens chegam a custar 60% menos!

Alguns produtos, como os de higiene pessoal, e comodidades como a cerveja, custam o mesmo ou até mais que no Brasil. Guias e tours costumam cobrar bem (o dobro dos preços praticados no Perú, por exemplo), principalmente em La Paz e Uyuni.

A vantagem é que poucos bolivianos tem carro, de forma que a oferta por transporte público é grande e poucos lugares não são atendidos por alguém.

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Saiba as diferenças de contratar o tour pelo Salar em Uyuni, San Pedro do Atacama e Tupiza

Quanto custa viajar pela Bolívia

No total, gastei cerca de R$ 2.000 em dois meses no País. O valor é baixíssimo (R$ 1 mil por mês, em média) e explico: fiz voluntariado em dois hosteis e economizei bastante. Além de não pagar hospedagem, ganhava muita coisa dos hospedes, o que baixou muito minhas despesas.

A Bolívia carece de estrutura, inclusive na área do turismo, de forma que estrangeiros são bem vindos para trabalhar, mesmo em cidades não tão exploradas, como Sucre. Nos poucos dias que paguei estadia, tive uma média de gastos de R$ 40 (inflacionado por tours como o do Salar de Uyuni – Atacama).

Dicas para economizar

1. Passagens de ônibus de dia são mais baratas que à noite

Viajar de ônibus na Bolívia é muito barato, mas também desgastante. Um trecho de 200km pode demorar até cinco horas, dependendo do estado das estradas e das paradas que o motorista faz (e não há como saber, pois ele tem total autonomia de escolha). De qualquer forma, ônibus diurnos são mais baratos que noturnos. Uma passagem às 13h de La Paz a Cochabamba, em ônibus cama, custava R$ 15, enquanto às 20h, o mesmo trecho, num ônibus semi-cama, saía por R$ 50!

Claro que a conta que precisamos fazer é outra, pois muita gente viaja a noite para economizar na diária do hotel e, de quebra, ganhar tempo. De toda forma, vale fazer os trajetos com luz e aproveitar as paisagens, que são incríveis!

Ah, não esqueça que várias companhia podem explorar o mesmo trecho e você vai encontrar diferentes tarifas. Ônibus semi-leito e comum geralmente são a mesma coisa, então se tiver que escolher entre os dois, não caia nesse conto e vá de comum. Vale a pena pagar a mais somente para leitos.

2. Deixar para comprar a passagem de ônibus na hora pode ser um bom negócio

Essa dica não vale para todas as linhas, cidades ou para todos os dias. Em sextas, domingos, vésperas de feriados ou trechos que são feitos somente por uma empresa, uma ou duas vezes ao dia, compre antecipadamente, pois o risco de ficar sem passagem é grande.

Já locais com muita oferta, como La Paz, Copacabana, Sucre, Cochabamba e Potosi, deixe para comprar a passagem em cima da hora e negocie! Normalmente, nem será preciso, pois a própria vendedora já fará um preço melhor.

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Parque Toro-Toro, a quatro horas de Cochabamba, é ideal para quem gosta de trilhas

3. Aproveite o happy hour quando sair na noite

O happy hour dos bolivianos dura duas horas (geralmente entre às 20h e às 22h) e é compre 1, leve 2. Ou seja: tudo que você comprar nessas duas horas, é dose dupla. Depois do esquenta, o pessoal geralmente vai pra alguma balada, que normalmente não cobra entrada.

4. O banco boliviano não lhe cobra ao fazer saques no caixa eletrônico

Assim como na Colômbia, você não paga taxa, para maioria dos bancos bolivianos, ao fazer um saque no caixa eletrônico. Porém, lembre-se que seu cartão precisa ser Internacional e desbloqueado para uso fora do Brasil.

Outra dica útil: a maioria dos caixas eletrônicos aceita somente a bandeira Visa. Se você usa Mastercard, a sugestão é que procure algum terminal do banco BCP. Claro, você continuará pagando a taxa de saque no exterior para o seu banco brasileiro.

5. Ir por conta é possível e pode sair muito mais barato do que contratar os serviços de uma agência

Além das regras do transporte público na Bolívia serem muito mais flexível que no Brasil, pouca gente tem carro. Com isso, há ônibus e vans para os mais variados destinos. Muitas vezes, vale muito mais a pena ir por conta até seu destino do que contratar uma agência de viagens, que costumam cobrar bem caro no país.

E estou falando em uma diferença gritante de valores: um tour pela Isla del Sol, em Copacabana, pode lhe sair por BOL 150, enquanto que você pode ir com o barco que sai no porto da cidade por BOL 40.

Outra opção são os trufis, taxis coletivos que fazem um roteiro previo, como se fosse um ônibus.

 

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O Cristo de la Concórdia, em Cochabamba

6. Coma nos mercados públicos depois das 13h

Já é muito barato comer nos mercados públicos (entre R$ 5 e R$ 10). E é possível pagar menos ainda se você chegar depois das 13h, quando a maioria dos bolivianos já almoçou. Os restaurantes costumam já estar fechando ou se preparando para fechar nesse horário e um prato de comida pode custar a bagatela de R$ 3!

7. Pechinche sempre

Essa dica vai aparecer em quase todos os guias para economizar, mas na Bolívia tem ainda mais peso. Pechinchar é algo natural e cultural na Bolívia. Se você for comprar frutas na feira ou qualquer lembrancinha, negocie. Quanto ao taxi, vale lembrar que não há taxímetro, então sempre pergunte antes o valor da corrida para não ter alguma surpresa indigesta depois. O que é difícil: o taxi na Bolívia é muito, mas muito mais barato mesmo que no Brasil.

8. Se tiver em um grupo de três ou mais pessoas, pechinche mesmo!

Grupos grandes conseguirão desconto principalmente em tours com agências e em restaurantes. A exceção pode ficar por conta dos hoteis e hospedagens, que não costumam baixar seus preços.

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