É realmente necessário contratar seguro viagem?

seguro viagem exterior

Na hora de organizar uma viagem para fora do Brasil, sempre bate aquela dúvida se vale ou não a pena fazer um seguro viagem. Muita gente acredita que ele cobre somente despesas médicas, confundindo-o com algo similar a um plano de saúde. Mas os benefícios vão bem além.

O seguro viagem também garante auxílios caso a companhia aérea perder sua bagagem ou você tiver seus documentos roubados. A ideia é que você se incomode o mínimo possível com qualquer contratempos que possa acontecer e se preocupe apenas em curtir a viagem.

Para quem vai para a Europa, não tem muito o que fazer: a maioria dos países da União Europeia – falaremos mais sobre isso abaixo – exige a contratação de uma cobertura de, no mínimo, € 30.000 ou US$ 50.000.

Outros países que cobram o seguro viagem são Cuba (minimo de US$ 10.000) e Austrália (não estipula valor mínimo). Mais recentemente, em maio de 2018, passou a ser obrigatório para visitar o Equador – também sem a necessidade de um valor mínimo para cobertura.

E os Estados Unidos e demais países da América do Sul e Ásia?

Quem vai viajar para o Estados Unidos e até outros destinos muito buscados por brasileiros no mundo, como o Peru e a Indonésia, não é obrigado a fazer o seguro, mesmo que ele seja altamente recomendável. No caso dos Estados Unidos, não existe sistema de saúde pública e os gastos com saúde, se forem necessários, serão caríssimos.

No Peru e na Indonésia até existe um sistema público, mas as unidades costumam ser de qualidade temerosa. Nunca contratei nenhum seguro quando não foi obrigatório e, na minha última viagem, me arrependi muito. Peguei uma infecção séria no dedo indicador enquanto fazia trilhas em Huaraz, no Peru. Com febre, acabei parando em um hospital particular peruano.

No fim, meus gastos ficaram acima dos R$ 1000, muito mais do que teria gasto caso tivesse contratado o seguro. E isso que precisava apenas tratar um dedo! Imagine só quais seriam meus custos se fosse uma complicação mais séria.

E o seguro viagem não cobre apenas gastos com saúde. Se você perder ou tiver seus documentos roubados ou até mesmo a empresa aérea extraviar sua bagagem, pode acionar o seguro, que lhe cobre diversos gastos nessa situação. A ideia é que  tudo ocorra da forma mais tranquila e segura enquanto você viaja, mesmo com contratempos.

E o seguro viagem do cartão de crédito?

Conhece aquele velho ditado de que “quando o milagre é demais, o santo desconfia”? Pois bem, tenha cuidado com o seguro oferecido pelo cartão. Geralmente, ele tem um prazo máximo de 30 dias e, caso você não tenha aqueles cartões com super limite – como o platinium e black – o valor mínimo da cobertura pode não ser o exigido pelo país onde você vai viajar. O melhor é sempre ligar para a central da operadora do cartão e tirar dúvidas quanto a cobertura.

Outra diferença comum é que os seguros oferecidos pelo cartão costumam reembolsar os custos, enquanto que as corretoras realmente cobrem a assistência hospitalar, de forma que você não terá nenhuma despesa extra com saúde. Também fique atento as nomenclaturas: seguro saúde é diferente de seguro viagem.

Qual é o melhor seguro viagem?

qual seguro viagem contratar

Atualmente, existem diversas empresas sérias que oferecem seguro viagem. O ideal é comparar não somente os preços, mas a cobertura e os planos oferecidos. Se você vai fazer algum esporte, como trilhas ou esquiar na neve, é preciso que o serviço contratado contemple essas atividades.

Nós, do A Pé no Mundo, indicamos o Seguros Promo, com quem fechamos uma parceria para oferecer 5% de desconto aos leitores do blog (basta inserir nosso cupom de desconto APENOMUNDO). A empresa trabalha junto a diversas corretoras e oferece uma série de planos e coberturas para você adaptar ao perfil de sua viagem. Sem contar os preços, que costumam ser melhores que os dos concorrentes. Também temos ótimas referências de amigos e outros viajantes que utilizaram esses serviços.

Outra característica bem legal da Seguros Promo é que eles oferecem até mesmo um seguro viagem anual, ideal para quem vai fazer um intercâmbio, longo mochilão ou viaja bastante. Com esse plano, é possível reduzir os custos em até 60%!

E se você ainda está na dúvida de qual seguro contratar, recomendamos que sempre dê uma consultada no Reclame Aqui e confira a situação da empresa na Superintendência de Seguros Privados, que é o órgão do governo que regulariza o setor, que vai evitar que você caia em alguma fraude.

Países da Europa onde é obrigatório seguro viagem

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Todos os países da Europa que assinaram o tratado de Schengen obrigam o turista a contratar um seguro com cobertura mínima de 30.000. Atualmente, Reino Unido, Irlanda, Croácia, Romênia e Bulgária são os únicos que não participam, mas cobram o seguro com valor diferenciado.

Os países do Schengem são Alemanha; Áustria; Bélgica; Dinamarca; Eslováquia; Eslovênia; Espanha; Estônia; Finlândia; França; Grécia; Holanda; Hungria; Islândia; Itália; Letônia; Lituânia; Luxemburgo; Malta; Noruega; Polônia; Portugal; República Tcheca; Suécia; Suíça; Liechtenstein e Chipre.

Antes de viajar, sempre vale uma pesquisa no Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores. Este é o portal oficial onde você encontra todas as informações corretas sobre o que é obrigatório e até recomendado para o seu país de destino.

É necessário para viajar pelo Brasil?

Muitos planos de saúde não oferecem coberturas nacionais, apenas para o estado onde você reside. Assim, em qualquer viagem que você se afaste por mais de 100km de sua residência, é possível contratar um seguro viagem.

Além da cobertura médica, você ganha auxílios em caso de extravio de bagagens, como roubo, furto e destruição total das malas e mochilas, orientação, em caso de perda ou roubo de documentos, honorários advocatícios e fiança.

Henrique Lammel

Jornalista e produtor de conteúdo

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