Saiba quanto custa viajar para o Peru e como economizar!

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Também é possível economizar em Machu Picchu

O Peru lhe permite fazer tanto uma viagem econômica quanto cara. É um dos países da América do Sul com maior diferença de preços entre produtos e serviços. Você pode comer por R$ 5 ou por R$ 200. A mesma viagem de ônibus pode custar R$ 20 ou R$ 100, dependendo da companhia e qualidade do ônibus.

Em Huaraz, Arequipa ou Puno, a comida, hospedagem, passeios sairão mais baratos do que em Cusco e Lima!

Para comparar: o trekking de 4 dias pela Cordillera Blanca, em Huaraz, sai por PER 295. O trekking por Salkantay, em Cusco, de cinco dias, custa PER 700. Não que você deva deixar de ir pra Cusco ou Machu Picchu, eu mesmo fui e os gastos estão nesta contabilidade.

Porém, pense, por exemplo, em não entrar em todas igrejas de Cusco, que custam no mínimo PER 10. Em vez disso, se programe para conhecer os templos religiosos de Arequipa, que são tão bonitos quanto os da antiga capital Inca e não cobram entrada ou custam PER 5.

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Que tal visitar uma praia vermelha, em Paracas?

Quanto custa viajar pelo Peru

Fiquei dois meses no Peru e tive um gasto total de R$ 5500. A minha média diária foi de R$ 90,6. Porém, viajo a longo prazo e não podia andar com todos os dólares e reais para trocar em casas de câmbio, seria muito arriscado. Pagava caríssimas taxas a cada saque (R$ 9 para o Itaú e R$ 14 para o banco peruano). Esse custo também poderia ser menor se viajasse em ônibus com menos conforto e comesse em restaurantes econômicos diariamente!

Como economizar

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O Glaciar Pastoruri está localizado em uma zona tropical, aos 5100 metros de altitude

1 – Viaje com os ônibus mais simples

A escolha da qualidade do ônibus e do serviço terá impacto significativo no preço da passagem e, consequentemente, no custo de sua viajem. Isso pode ser um problema: como sou alto, viajei muitas vezes pela Oltursa e Movil Tours. São empresas com poltronas mais confortáveis e que oferecem um serviço melhor.

Tive experiências com diversas empresas, das mais caras as mais baratas. Evitem somente uma chamada San Cristoban (a não ser que esteja muito duro, pois o custo benefício valeu!). A passagem é bem mais barata, porém os ônibus são muito velhos. Quando usei o serviço, choveu o caminho todo pra dentro do ônibus.

Super dica: pesquise as passagens pelo aplicativo Red Bus. Você também pode conferir preços e horários e até mesmo comprar os tickets.

Super dica 2: Algumas empresas, como a Oltursa, dão 50% de desconto para as últimas duas fileiras de assentos, próximas ao banheiro e a “terramoça”. Sempre pergunte ou busque esses assentos promocionais.

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Salinera na cidade de Maras, uma atração do entorno de Cusco

2 – Está sem tempo? Utilize uma companhia low cost

Não tomei avião dentro do Peru, mas para quem tem pouco tempo, saiba que existem empresas low cost, como a Star Peru, Peruvian ou IcPeru. Algumas vezes, os preços competem com os do ônibus, mas é preciso comprar com alguma antecedência. Lembre-se que a viagem entre Lima e Cusco, por, dura em média 22 horas, graças a cordilheira. Tomar um vôo acaba garantindo um dia a mais na sua trip e economiza tempo.

Ah, se for comprar uma passagem promocional, sempre confira se a promoção se aplica também para estrangeiros, ou é exclusiva para peruanos.

3 – Contrate os tours em seu hostel ou negocie, muito, na agência

O Peru tem uma ótima estrutura para o turismo e ir independente, sem agência, costuma custar mais caro do que visitar locais com uma empresa. Fiz, praticamente, todos os passeios que queria (só o vôo das linhas de Nasca, que custavam US$ 60, e a Rainbown Montain, em Cusco, que sairia PER 100, ficaram pra trás).

Outra coisa importante é a negociação ao contratar um pacote junto a uma empresa de turismo ou a possibilidade de contratar tours diretamente no seu hostel. Pelo hostel, saía mais barato que ir com uma empresa, mesmo depois de negociar. Entretanto, não custa dar uma pesquisada. O que acaba saindo caro são os tickets de entrada para alguns locais, como de Machu Picchu (PER 142 com montanha) e o Vale Sagrado (PER 70), que são fixos.

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Praça de Arequipa, a mais bonita do Peru

4 – Coma nas proximidades dos mercados públicos

Em média, busquei almoços e jantas que custavam até PER 10 (R$ 10). Nos mercados públicos e entorno, se consegue um prato de comida por PER 5. Toda a cidade tem seu Mercado Público, onde também é possível comprar frutas e outros alimentos muito baratos. Digamos que, do total de refeições que fiz, 4/5 foram em restaurantes. E se come muito, mas muito bem mesmo no Peru, mesmo nos restaurantes econômicos.

Importante saber que, ao entrar num restaurante, vão lhe dar um cardápio com preços mais caros. Sempre confira se há o “menu” oferecido no local, o que chamaríamos aqui de prato do dia. Os menus são pratos a preços econômicos, geralmente uma entrada – sopa – e um “segundo” a sua escolha. O que senti falta foram as comidas de rua: cachorros quentes, hamburguesas, anticuchos (espetinhos), praticamente não existem. Outra boa opção é comer nos “chifas”, restaurantes que oferecem comidas chinesas.

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A Laguna 69 fica em Huaraz, a nove horas ao norte de Lima

5 – Procure hospedagens há duas, três quadras das Plazas de Armas

Em média, gastei PER 23 com hosteis, sempre ficando em quartos compartilhados. Em Arequipa, por exemplo, tive um custo de PER 21 num hostel com um café da manhã com pão, queijo, frios, frutas, tudo à vontade. Em Cusco, saiu por PER 26 por um hostel com um café-da-manhã decente. Somente nos meus últimos dois dias que gastei PER 36 num quarto privado em Puno (depois de quase quatro meses compartilhando habitações, me dei esse presente).

Na maioria das vezes, pesquisei as hospedagens no Booking. Fiquei sempre bem localizado, próximo às Plazas de Armas (praças principais das cidades), ou dos Mercados Públicos, de forma que não precisava gastar com taxi para rodar pelas principais atrações das cidades. E se precisasse, o taxi é muito mais barato no Peru que no Brasil.

Outra coisa importante: geralmente procuro os hostels no booking e não os reservo. Se o hostel tiver vazio, é possível negociar e baixar o preço da cama ou habitação. A única exceção fica em Paracas: se for para lá no final de semana, reserve. A praia fica cheia de limenhos nas sextas e sábados e é possível que você chegue lá e não encontre lugar para dormir.

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A Isla Taquile, no lago Titicaca

6 – Sempre negocie o preço das corridas de taxis e lembrancinhas

Taxis não tem taxímetro no Peru, então negociar o preço antes de entrar no carro é essencial. Outra dica é nunca tomar o taxi na frente do hostel, sempre em alguma esquina e já na direção para onde quer ir. Para não tomar um “golpe” ao chegar em alguma cidade, pergunte aos locais quanto custa para chegar no destino onde quer ir.

Quanto às “lembrancinhas”, negociar o preço é regra comum em quase todos os países, inclusive aqui no Brasil.

7 – Fora de Cusco e Lima, há opções de turismo grátis

Lima e Cusco são cidades muito mais caras que todas as outras. Se a grana está apertada, deixe para conhecer igrejas e museus em cidades como Arequipa e Puno, que oferecem diversas atrações gratuitas e, quando pagas, costumam custar menos.

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Amanhecer na Cordillera Blanca, em Huaraz

Média de preços*

Hostel em quarto compartilhado – a partir de PER 21
Prato de comida (sopa de entrada + prato de fundo a sua escolha) – a partir de PER 5
Cerveja local 600 ml no mercado (sem casco) – PER 3
Cerveja local 600 ml no buteco – PER 6
Lata de atum – PER 3
Pacote de massa com 250g – PER 0,80
Meia duzia de ovos – PER 2
Queijo 500g no Mercado Público – PER 9
Pão Quechua – PER 0,10 a unidade
Água 1L – a partir de PER 1,50
Refrigerante 600mL PepsiCo – PER 2
Xícara de café na cafetaria – PER 3 (mas o café é horrível, geralmente não é passado, e sim solúvel)
Maço de cigarros Pall Mall – PER 4
*Temporada 2017/2018

Preço da passagem de ônibus e duração

Lima – Huaraz: PER 55 serviço vip PER 25 serviço comum. Oito horas de viagem.
Lima – Cusco: PER 180 (serviço vip) ou PER 90 (serviço comum). 22 horas de viagem
Lima – Paracas: 75 serviço vip 33 serviço comum. 6 horas de viagem
Cusco – Puno: 160 serviço vip 40 serviço comum. 8 horas de viagem.
Puno – Arequipa: 70 serviço vip 30 serviço comum. 6 horas de viagem.

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Um dos belos trechos do trekking no Cânion del Colca, em um vale próximo a Arequipa

Roteiro

Lima (4 dias) – Ida ao Centro (cartão de metro emprestado do dono do hostel), ida a Miraflores (a pé, estava do lado, em Barranco);

Huaraz (2 semanas) – Trekking Cordillera Blanca (4 dias), Laguna 69 (um dia), Laguna Churup (um dia, sem agência), Nevado Pastoruri (agência);

Paracas (4 dias) – Pedalada pela Reserva de Paracas (1 dia), tour de barco às Ilhas Balestras (1 dia), ida a Huacachina (1 dia);

Nazca (2 dias) – Bebi muita cerveja no deserto;

Cusco (2 semanas) – Machu Picchu/Águas Calientes (três dias), Maras e Moray (um dia), Vale Sagrado (um dia), caminhada pelos principais pontos da cidade (um dia). Importante: tive que ficar um tempo de molho em Cusco por causa de problemas de saúde – estes gastos não estão no custo aqui anunciado;

Arequipa (2 semanas) – Trekking Colca Canion (três dias), caminhada pelos principais pontos da cidade (1 dia), visita aos miradores (1 dia). Importante: tive que ficar um tempo de molho em Arequipa por causa de problemas de saúde – estes gastos não estão no custo aqui anunciado;

Puno (2 dias) – Caminhada pela cidade (1 dia), tour pelas ilhas de Uros e Taquile (um dia).

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Quanto custa viajar para o Peru

12 comentários

  1. Oi.. Vou p Perú em janeiro 2018.. Programei 2 dias Lima, 3 Cusco e 1 águas Calientes, 2 Puno… Você indicaria mais ou menos dias em estas cidades?

      • Muito obrigada meu querido, estou fechando um roteiro com amigos e fiquei com a pesquisa de Lima, onde ficaremos o primeiro dia, e posteriormente 3 dias. Faremos Cusco, Huaraz, iriamos para Arequipa no entanto a grana esta curta e vamos ficar um total de 22 dias no Peru. Não encontrei muitas informações sobre como adquirir o cartão de passagem para o transporte público, se é necessário alguma vacina e lugares específicos para trocar moedas.

        • Cartão de passagem só precisa em Lima e pro bus que passa no corredor central. No hostel que fiquei tinham pra emprestar, e acredito que tu compre em qualquer vendinha.

          Vacina não tem nenhuma obrigatória, mas se tu for pra iquitos, melhor fazer a de febre amarela!

          Lima, cusco e huaraz tem varias casas de cambio, o país é o mais preparado da america do sul pra receber turistas. Em lima tu pode trocar no centro, na rua mesmo, tem pessoas que ficam la com um jaleco, carimbam a nota e tudo, é legal no Peru.

          Mas se ta com o orçamento curto, talvez o melhor seja ficar menos tempo em Lima ou Cusco, que são mais caras.

  2. Bom dia! Estou indo ao Peru (Lima, Cuzco, Águas Calientes, Machu Pichu, Puno, etc) em Junho de 2017 e estou organizando tudo agora.
    Suas informações foram muito importantes para mim. Obrigado!
    Senti falta só do tempo de viagem entre os destinos que foram colocados no tópico “Passagem de Ônibus”.
    Se você se recorda desses tempos e puder me passar, ficaria muito agradecido!
    Grande abraço.

    • Gracias!

      Por cima:
      huaraz – lima: 9 horas
      Lima – paracas: 6 horas
      Paracas – Nazca: 5 horas
      Nazca – cusco: 14 horas
      Cusco – arequipa: 10 horas
      Arequipa – puno: 6 horas

      Tenho anotado, só tenho que localizar. Assim que der um tempo atualizo na matéria o tempo certinho. De todo modo, valeu a dica!

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