8 formas de levar dinheiro em uma viagem para o exterior

melhor forma de levar dinheiro em viagem

A verdade é que não existe o melhor modo de levar dinheiro para uma viagem fora do Brasil. Todos os métodos possuem vantagens e desvantagens. Ideal mesmo, é que tenhamos tanto dinheiro em espécie quanto um cartão de débito e crédito.

Ainda existem alternativas como o Western Union e o TransferWise, que podem ser mais vantajosas que as formas tradicionais. É sobre isso que vamos falar agora. Boa leitura!

1. Em espécie (dinheiro vivo)

Vantagens: Dinheiro vivo é aceito em qualquer lugar, mesmo naquelas pequenas cidades com pouca infraestrutura ou serviços que não costumam receber pagamentos em cartão, como taxis.

Ter a “grana na mão” também é uma boa forma de acompanhar e controlar os gastos que você está tendo – o que acaba sendo super útil em uma viagem! Na hora de fazer o câmbio, você paga 1.1% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e mais uma comissão para a corretora, que costuma ser bem mais justo que aquela cobrada pelos bancos.

Desvantagens: Andar com muito dinheiro é perigoso! Se tudo o que você tem está em cédulas e for roubado, sua viagem acabou. Ao utilizar essa forma de câmbio, também estamos mais sujeitos a falsificações na hora da troca e sujeitos a algumas restrições.

No caso do Brasil, por exemplo, é preciso declarar para a Receita Federal qualquer valor que passe pelas fronteiras, em espécie, acima dos R$ 10 mil. Os países de destino também costumam ter regras sobre declarar.

Levar dolares ou reais?

Essa é a principal dúvida de quem pretende levar dinheiro vivo para gastar em uma viagem. E o pior é que não existe resposta . Depende tanto do país que você vai visitar quanto do câmbio do momento.

Em geral, não vale a pena comprar dólar especialmente para uma viagem, se o país de destino não utiliza a moeda americana. Isso porque a tendência é de perder dinheiro ao fazer câmbio duas vezes – de real para dólar e de dólar para a moeda do país de destino. Atualmente, nas capitais dos principais países do mundo e nas cidades voltadas ao turismo, encontra-se casas fazendo câmbio por real com uma taxa justa.

Lembre-se que o real é uma moeda muito flutuante e, de uma semana para a outra, seu valor perante o dólar pode variar bastante. Você pode sair no prejuízo se comprar o dólar para a viagem e ele estiver em alta. O ideal seria comprar a moeda americana aos poucos e quando ela se encontra em baixa.

Ah, e se não for por euros ou dólares, jamais faça o câmbio aqui no Brasil. Fora essas moedas, você pagará taxas de câmbio absurdas para os corretores.

2. Cartão de Débito

Vantagens: Além de não precisar andar com todo o seu dinheiro, você sabe exatamente o quanto vai pagar de câmbio. Se comprar algo no dia 11, vai pagar o câmbio do dia 11. Em alguns países, como Argentina, sai mais barato pagar com um alojamento com cartão, pois o governo isenta os estabelecimentos do pagamento do IVA, um imposto que aumentava a diária em até 21%!

Os cartões também devem ser considerados no momento em que você chega no país estrangeiro. Casas de câmbio de aeroportos tem taxas de câmbio tão absurdas quanto as brasileiras e, fora o dólar e o euro, vale mais a pena sacar no caixa eletrônico e pagar as tarifas para os bancos.

Desvantagens: Nem todos os estabelecimentos aceitam cartão de débito. Em algumas cidades, nem mesmo caixa eletrônico existe! Além disso, você deixa 6,38% de IOF para o governo, para cada operação e, normalmente, altíssimas taxas para o banco brasileiro (em alguns países, a instituição estrangeira, dona do caixa no qual você fez o saque, também tarifa a operação).

Se você quiser saber mais sobre, confira nosso artigo sobre taxas cobradas para saque no exterior com cartão.

3. Cartão de Crédito

vantagens cartão crédito viagemVantagens: Você não precisa andar com todo o seu dinheiro – inclusive, pode não ter nenhum naquele momento, pois só vai pagar a conta no dia de vencimento da fatura. Da mesma forma que o cartão de débito, o seu uso garante algumas vantagens, como na Argentina, onde não se paga os 21% de IVA ao usar esse método de pagamento.

Desvantagens: Nem todos os estabelecimentos aceitam cartão de crédito. Não se sabe qual taxa de câmbio vai pagar, pois será descontado os valores do dia da emissão da fatura. O que pode ser vantajoso se você for uma pessoa com muita sorte.

Lembre-se que, em algumas cidades, nem mesmo caixa eletrônico existe! Você deixa 6,38% de IOF para o governo, para cada operação e, normalmente, altíssimas taxas para o banco brasileiro (em alguns países, a instituição estrangeira, dona do caixa no qual você fez o saque, também tarifa).

Outra desvantagem é que, dependendo do país e da categoria do seu cartão, você pode ficar sem muita assessoria em caso de algum imprevisto. Em caso de furto, pode ser difícil conseguir outro sem voltar para o seu país de origem. O mesmo vale para o bloqueio do cartão, quando digitamos a senha errada três vezes. Se a senha for bloqueada no exterior, você praticamente inutilizou-o até sua volta ao Brasil.

4. TransferWise

Vantagens: Você paga entre 0,38% a 1,1% de IOF, dependendo se você está enviando ou recebendo o dinheiro, pois o imposto incide sobre transferência internacional e não operação financeira no exterior, como é o caso dos cartões. A taxa de câmbio também costuma ser melhor que a cobrada pelos bancos (você pode conferir o valor real de câmbio cobrado por cada instituição no ranking do Banco Central). Não se paga nenhuma taxa para o TransferWise, apenas comissão. Também não é cobrado nada para abrir uma conta, o que pode ser feito pela internet, clicando aqui.

Desvantagens: É preciso sacar uma grande quantidade de dinheiro para valer a pena utilizar essas modalidades, o que acaba não sendo muito seguro. Financeiramente é a melhor opção, mas só funciona se você tiver uma conta para receber o montante no país que está visitando. E nem sempre temos um familiar ou amigo de confiança para receber.

5. Western Union

Vantagens: Você paga apenas 1,1% de IOF no Western Union, pois paga imposto sobre transferência internacional e não operação financeira no exterior, como é o caso dos cartões. A taxa de câmbio também costuma ser melhor que a cobrada pelos bancos. No caso do TransferWise, nem mesmo taxa se paga.

Desvantagens: É preciso sacar uma grande quantidade de dinheiro para valer a pena utilizar essas modalidades, o que acaba não sendo muito seguro. As taxas variam conforme o montante, a localidade do envio e do recebimento dos valores.

Veja nosso comparativo entre o Western Union e a TransferWise

6. Travel Card/Cartão pré-pago

Qual a melhor forma de trocar dinheiroVantagens: Dependendo da forma como solicitar seu cartão, não é preciso ter uma conta em banco e ficar pagando taxas de manutenção para ter aceso ao cartão pré-pago. Ainda é uma boa forma de você controlar os seus gastos, sem contar que não precisa sair com todo seu dinheiro por aí.

Você sabe qual a taxa de câmbio que vai ser cobrada, mas fique atento. Algumas empresas fazem a conversão para dólar ou euro no momento em que o cartão é carregado e com isso você paga o câmbio desse dia. Outras, convertem no dia da compra ou operação feita com o travel card. Hoje, além dos bancos, existem diversas empresas que oferecem esse serviço, como Alelo e o Acesso Card.

Desvantagens: Nem todos os estabelecimentos aceitam cartão de débito. Em algumas cidades, nem mesmo caixa eletrônico existe! Você deixa 6,38% de IOF para o governo, para cada operação e, normalmente, altíssimas taxas para o banco brasileiro (em alguns países, a instituição estrangeira, dona do caixa no qual você fez o saque, também tarifa).

7. Transferência bancária

Vantagens: Se a transferência for feita entre pessoas físicas, você paga apenas 0,38% de IOF.

Desvatagens: A transferência bancária internacional, a partir de um banco do Brasil, acaba não sendo viável por causa das taxas absurdas que os bancos costumam cobrar e podem chegar em até 20% do montante que você quer enviar. Você  precisa ter uma conta no exterior em seu nome ou transferir para alguém de sua confiança.

8. Cheque viagem

Vantagens: Essa já foi a maneira mais utilizada para levar dinheiro em uma viagem depois da moeda em espécie. Com o surgimento do cartão, praticamente desapareceu, mas ainda é aceito em grandes corretoras, casas de câmbio e redes de hotéis. É totalmente a prova de roubos: em caso de extravio, basta avisar a empresa emissora para substituí-lo.

Desvantagens: Os custos de utilizar esse meio são altíssimo hoje em dia. Um dos motivos é que você paga por ele duas vezes: na hora de comprar talão de cheques em uma casa de câmbio e na hora de utilizá-lo (cobrança de 1%).

Conclusão

Não existe a forma perfeita de levar dinheiro para o exterior. O melhor é combinar os diversos meio que temos disponíveis e usá-los no momento certo. Por exemplo: no aeroporto, sacar o limite de dinheiro por operação no cartão vai valer mais a pena do que trocar em espécie!

Cabe destacar que a TransferWise se apresenta como um dos melhores métodos em razão das baixas taxas e do câmbio em valores mais justos. Mas, para utilizá-la, você precisa de uma conta no exterior, como explicamos nesse aritgo!

Henrique Lammel

Jornalista e produtor de conteúdo

4 comentários em “8 formas de levar dinheiro em uma viagem para o exterior

  • novembro 26, 2018 em 10:34 pm
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    Gostei muito do seu post, vou acompanhar o seu blog/site.
    Este tipo de conteúdo tem me ajudado muito no desenvolvimento pessoal.
    Obrigado
    Manuela Silva

    Resposta
  • setembro 9, 2018 em 8:39 pm
    Permalink

    Parabéns pela matéria! Muito esclarecedora, passei por alguns stresses por não saber de algumas coisas ditas aqui, como o bloqueio da senha na 3 tentativa (não avisa nada no caixa) e até mesmo a cobrança de taxas duplicadas ao sacar do caixa (sim, tanto no Chile quanto na Argentina a taxa local é informada na hora de realizar a operação). Obrigada!

    Resposta

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